terça-feira, 30 de abril de 2013
Empreender
Empreender, produzir, comandar, dirigir nada mais é que ser um artesão do tempo e do espaço.
Pega-se um local onde nada iria acontecer numa data em que todos querem fazer algo
E transforma-se o tempo e o espaço
Faz-se com que o espaço acolha as memórias dos convidados
Faz-se com que os convidados acolham o espaço no tempo que têm
E a partir disso a vida de espaço e convidados nunca mais será a mesma
Se um evento não provoca mudanças não vale a pena nem sair de casa.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Meditação
Não faço parte da humanidade.
Não estou na internet, conectado numa rede de fractais.
Não estou sob a bandeira de nenhuma nação, cidade ou time.
Também não vejo meus diferentes.
Não vejo tropas, populações nem torcidas.
Tenho certeza de que não há nada fora de mim.
Minha voz é silêncio.
Minha respiração vai se apaziguando, como se meus pulmões não quisessem mais contribuir para agitar o ar ao meu redor.
Lentamente, a brisa vai indo mansa, só pra manter viva a brasa do viver.
Meus desejos não ardem em combustão.
Não quero batismo de fogo.
Não penso em poder.
Não tenho sexo, não tenho dilemas, não tenho emoções.
Não escolho lados, sigo um caminho só.
Sou apenas eu, apenas exisitindo.
Não represento filosofia, religião ou ética.
Não sigo leis, nem estatutos, nem ordens.
Não estou do lado de ninguém.
Ninguém tem lado. Não vejo bem ou mal.
Não vejo ninguém.
Minha voz é silêncio.
Minha respiração, uma brisa, me deixa sentir a poeira baixar.
Meu fogo já não é nada além de brasa.
Minhas vontades, meus planos, minhas metas não mais me consomem.
Não preciso me completar em outra metade.
Não tenho opostos nem iguais.
Sou apenas eu, apenas meu corpo existindo.
...
Aos poucos, vou me desligando de tudo.
Não penso
Não vejo
Não falo.
Meu coração só bombeia sangue
Não tenho vontades
Não tenho movimento
Sou apenas.
Como um hierofante de férias, uma pedra sem caminho.
Não estou na internet, conectado numa rede de fractais.
Não estou sob a bandeira de nenhuma nação, cidade ou time.
Também não vejo meus diferentes.
Não vejo tropas, populações nem torcidas.
Tenho certeza de que não há nada fora de mim.
Minha voz é silêncio.
Minha respiração vai se apaziguando, como se meus pulmões não quisessem mais contribuir para agitar o ar ao meu redor.
Lentamente, a brisa vai indo mansa, só pra manter viva a brasa do viver.
Meus desejos não ardem em combustão.
Não quero batismo de fogo.
Não penso em poder.
Não tenho sexo, não tenho dilemas, não tenho emoções.
Não escolho lados, sigo um caminho só.
Sou apenas eu, apenas exisitindo.
Não represento filosofia, religião ou ética.
Não sigo leis, nem estatutos, nem ordens.
Não estou do lado de ninguém.
Ninguém tem lado. Não vejo bem ou mal.
Não vejo ninguém.
Minha voz é silêncio.
Minha respiração, uma brisa, me deixa sentir a poeira baixar.
Meu fogo já não é nada além de brasa.
Minhas vontades, meus planos, minhas metas não mais me consomem.
Não preciso me completar em outra metade.
Não tenho opostos nem iguais.
Sou apenas eu, apenas meu corpo existindo.
...
Aos poucos, vou me desligando de tudo.
Não penso
Não vejo
Não falo.
Meu coração só bombeia sangue
Não tenho vontades
Não tenho movimento
Sou apenas.
Como um hierofante de férias, uma pedra sem caminho.
terça-feira, 3 de julho de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
O Shun
Quer saber, desisto de "procurar meu lugar no mundo"
Porque quando encontrar, lá vou ficar
As pessoas vão fazer de tudo pra me deixar lá
E eu vou aposentar minha vitalidade pra ficar parado
Realizando minha função
Rezando minha cartilha
Ora!
Antepassados meus de todas as cores e origens lutaram pela liberdade
E não serei eu a quebrar essa corrente
Liberdade de amar, rezar, viver, trabalhar.
Presta atenção, sou pacífico
Mas não tenho vocação pra passivo-agressivo
Não tenho vocação pra conformado, rancoroso, represado
Nem tenho vocação pra paz militar, domínio, medo
Tenho vocação pra paz e amor
Acho um absurdo ter de lutar com meus semelhantes
Ainda mais por algo a que todos têm direito
Mas lutarei.
No final, não ficarei vivo nem morto
Nem doente nem saudável
Nem bonito nem banguela
Nem rebelde nem obediente
Apenas livre.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Clube da Luta
Somos uma geração de homens criados por mulheres
Crescemos assim, rodeado de mães, criados pela TV
Vimos o mundo passar diante de nosso olhos
Não temos nenhum peso na história, uns dizem,
Sem guerras, sem crises, sem cultura própria
Nossa guerra é espiritual
Nossa crise é nossa própria vida
Viemos ao mundo e ele já estava pronto
E a pergunta fatal se lança no ar
Será que a resposta é mesmo outra mulher?
A pergunta já traz a resposta
Eis o nosso peso na história: estamos lutando contra Adão e Eva
Pela primeira vez estamos com a responsabilidade em nossas mãos
Responsáveis pela nossa serpente, pelo nosso paraíso, pelo nosso inferno.
Pela primeira vez uma geração de homens nasceu livre pra decidir
Se a resposta é realmente outra mulher
Se a solução é termos mães até o fim da vida.
Talvez precisemos delas. Um dia.
Mas por enquanto, precisamos de nós mesmos
Lavar a própria privada
Passar a própria camisa
Fazer a própria comida
Morar na própria - e de mais ninguém - casa.
Esse mundo não tem mais lugar para estrelas de rock, mega atores de cinema, cowboys valentões
Também não tem espaço para fadas, bonecas, príncipes e rainhas.
Também não tem espaço para deus
O perdão não salva - a mudança sim
A luz não vem do céu - a luz somos nós
A desgraça não vem do inferno - desgraça é a nossa cabeça mimada.
O paraíso está para ser construído
E nenhuma ajuda virá de cima.
E nunca teremos espaço se não saírmos do útero e virarmos História.
Constatação Ligeira
Quanto mais cedo alguém quiser se livrar do medo e da culpa, mais cedo deve se livrar do catolicismo.
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