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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cuide Bem do Seu Amor

Apesar de jovem, já possuía uma larga experiência em fumo passivo. Além disso, sua infância fora marcada por seis pneumonias, incontáveis bronquites e uma imensa alergia. Graças à sua família e sua vontade de viver, entrou na pré-adolescência há muito curado e sobrevivente, pulmão novinho em folha. Até certo dia, havia fumado onze cigarros inteiros em duas semanas, sem contar umas festas, frequentadas por dois anos, sempre com narguilé aceso aos convidados. Portanto, não era por falta de hábito ou resistência física que o décimo segundo cigarro de sua vida atribulada foi apagado, ainda pela metade, no fundo de um bueiro sob a acusação de sufocar o fumante novato. Tinha algo mais naquela madrugada triste.

Sujeito forte como costumava ser, nunca havia imaginado tornar-se esse tipo de pessoa, para ele, o mais detestável: aquele que tem boa parte de sua satisfação provinda da cerveja, da cachaça e, ultimamente também, do tabaco. O ser humano não nasceu para ser paliativamente feliz. Mas o que se há de fazer quando a felicidade é uma velha conhecida agora distante, uma amiga que partiu por ter sido maltratada? O que se há de fazer quando a própria verdade é desconsiderada em prol de pertencer ao bem estar e alegria geral da nação?

Como voltar no tempo não lhe pareceu uma opção possível, resolveu escolher a outra. Pôs-se a vagar por aí, pálida sombra do passado, de cachaça em cachaça, de beijo e beijo, de música em música, à eterna procura de uma nova versão do velho sentimento. Até hoje está em ronda, homem notívago, endurecido, de poucas palavras, realizando a busca menos com o coração que com os olhos. Olhos de ressaca. Olhos vivos, críticos. Cegos. Gato escaldado tem medo até de comercial de refrigerante.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Keep On Tryin'

Os hippies têm a razão. Os hippies e os loucos. Se algo não é feito com paz, amor e entendimento, esse algo não é humano. E se não é humano, não faz bem nenhum. Não é humano a falta de amor, nem a falta de respeito, nem a de boa vontade para entender o outro.

A agressividade não é o caminho para resolver problemas, muito menos uma boa resposta a outro ato raivoso. Se lembra que Jesus falou para oferecer a outra face, quando lhe derem um tapa? Não é uma questão de passividade, de "silêncio dos inocentes" nem de viadagem. O que ele realmente quis dizer foi algo do tipo "Podem me bater a vontade, seus merdas. Esses petelecos que vocês chamam de chicotadas nem fazem cócegas. A paz divina é eterna e é o único caminho. Vocês não vão conseguir mover uma palha sequer se continuarem com essa babaquice", mas com metáforas tudo fica charmoso como o pôr-do-sol alaranjado trazendo o gosto de mato à boca clara, e nessa um monte de gente não entendeu.

Somos humanos, antes de mais nada, não somos animais de sangue frio. Magoamos os outros com os nossos erros e, sem querer, a raiva aparece de rompante, tenta ferver o sangue, subir à cabeça e nos empurrar a coisas estúpidas, na melhor das hipóteses. Só que é nessa hora, mais que nunca, que devemos lembrar de três coisas: que o nosso direito acaba onde termina o do outro; que raiva é loucura passageira e; que erros são resultados da inexperiência.

Deixar de lado a mágoa e a vingança. Já cheguei à conclusão de que quem sacaneia os outros já tem uma vida muito medíocre. Não dá pra perder precioso tempo e valiosa saúde tentanto piorá-la, desgraçando uma pessoa desgraçada. O que fazer com a energia ruim da raiva? Ora, se nada se perde, nada se cria e tudo se transforma, transformemos a raiva em boa vontade, em energia criativa, qualquer coisa que não machuque outros seres humanos. Olho por olho e o mundo todo acabará cego.

Paz, amor e entendimento, um bom estilo de vida. Não precisa ser hippie ou usar alucinógenos para acreditar nisso. Basta ter boa vontade e fé no futuro - o passado passou e o presente não nos pertence. Fazer da queda um novo passo de dança. Perdoar a queda do outro, perdoar a si próprio. Dançar junto. A compreensão é o único caminho para a paz.

Keep on Truckin'

domingo, 27 de setembro de 2009

Revivendo emoções

Hoje acordei com vontade de gritar É TEEEEETRAAAAA!!! de novo. Só Deus sabe porquê.



Coisas da geração "Vai que é tua, Taffarel!!". Até chorei de alegria.