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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Yes indeed

Quando a Música é tão forte
Cai na gente como um trovão
Abre a cabeça, paralisa o corpo
A mente abre feito flor de lótus

Aí a gente dança entre as estrelas
Entende a eternidade e o infinito
Lê um pedacinho do livro de Deus
E alinha os corações do planeta



terça-feira, 19 de abril de 2011

Ufologia

Essa geração nunca irá apreciar um disco voador
(Pelo menos, não um moderno, lançado há pouco no espaço)
Pudera, não conseguem construir uma vitrola voadora
iPhode

domingo, 19 de setembro de 2010

Ensaio

Fecha esse botão, menino!, fica esses pêlos aparecendo aí! Olha pra mim! Silêncio! Aguarde a sua vez! Canta mais baixo! Olha pra mim! Não atrasa! O Fá é sustenido! Canta mais baixo, tá aparecendo mais que todo mundo! Olha, você não pode cantar assim. Pára de conversar! Olha pra mim! Concentra! Do começo! Esse acorde não tá afinado! Senta direito! Troca de lugar com o Fulano. Bota um sorriso no rosto! Canta mais baixo! Pára de se mexer! Olha pra mim! Vamos passar até o compasso 19 e depois ir pro intervalo. Esse ritmo tá errado! Respira junto comigo! Anota essa respiração na partitura. Guarda esse violão! Olha pra mim! Canta mais baixo! Bota a voz no tubo do órgão! Canta mais baixo! Olha pra mim! A afinação é essa. Vamos lá, comigo! Segue a minha regência! Não respira! Pronuncia direito!

Eu canto no coral mas não tenho voz.

sábado, 31 de julho de 2010

Over the Rainbow

Fazer Rock, viver esse sonho, nada mais é do que estar em simbiose profunda com o turbilhão que existe dentro de você. Por simbiose, entenda carinho, intimidade e total permissão para usar toda música, todo sentimento, qualquer coisa que vier à mente quando estiver no palco. Combinar emoções e notas diferentes a cada execução e pôr pra fora qualquer idéia nova. Se todos no grupo fizerem isso, não existirá rotina nem mesmice.


Ritchie Blackmore, o maior roqueiro que já pisou nesse mundo. Não existe "nota fora" nem "limite" no dicionário dele.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Black is Beautiful

Sabe quando você acorda no meio da noite suando frio, tremendo, se sentindo numa encruzilhada, e passa o dia acompanhado pelos seus demônios? Se isso lhe aconteceu, você foi pego pelo Blues.

Sabe quando você acorda agressivo, querendo tacar fogo em tudo, fazer todas suas angústias explodirem, soltar os demônios? Se isso lhe aconteceu, você foi pego pelo Rock'n Roll.

Sabe quando você está alegremente leve, sem preocupações na cabeça e um sorriso enorme e muito natural no rosto? Se isso lhe aconteceu, você foi pego pelo Samba.

domingo, 15 de novembro de 2009

Desabafo - Onde está meu Rock'n Roll?

Capital Inicial era uma banda boa. O Rappa não tocava junto com Mr. Catra. Cazuza ainda estava vivo. Cássia Eller ainda estava viva. O Rock in Rio ainda fazia sentido. Não havia politicamente correto. A vaidade não tinha subido completamente à cabeça, ainda se tinha amor à musica. Jazzistas e bluezeiros de formação tocavam uma nova música ensurdecedora. Ainda se tinha a viva nessecidade necessidade de criar, não importa o que acontecesse. Artistas eram artistas mesmo, não tinha essa coisa vazia de se fazer de atormentado.

No dia em que tudo isso deixou de existir, o rock morreu. Se não morreu, anda bem solitário, cheirando a mofo, ainda mais blue do que quando nasceu. E veja bem, não estou falando da solidãozinha dessas bandas modernétes, com meninës estilozinhos num palco azul escuro, se fazendo de vampirinhos neo-modernos. Isso não é rock. Rock é vigor, é essa coisa de ter o mundo nas mãos, só porque teu baixo tem graves poderosíssimos, e essas baquetas estão acordando os deuses, e essa guitarra é a liberdade em forma de trovão. Cadê isso nas bandas de hoje?

E não acredito, de verdade, que eu seja a única alma viva revoltada com os rumos da música e que ainda acredite na música, apesar dela estar meio podre. Não é possível todo mundo achar normal meninos brancos de classe média cantarem música "de ghetto, yo!", idolatrarem idiotas que tratam as mulheres como uns pedaços de carne num filme pornô barato ou terem que estar com muito álcool na cabeça pra poderem achar uma balada legal. Pois é, tem gente se "badala" num lugar onde esse tipo de música toca a noite inteira num volume alto pra cacete.

Não é mesmo possível que só eu tenha saudades das coisas que enumerei no primeiro parágrafo. Não pode ser possível que mais ninguém queira transformar nossa realidade musical. Não aceitarei me apegar ao passado assim à toa. Não aceitarei virar bolor. Pedra rolando não cria limo.



...

P.S.:Porra, eu tenho um sério problema com a palavra necessidade. Nunca acerto de primeira.

sábado, 10 de outubro de 2009

Vivendo com Uriah Heep

Uma pequena lista com as coisas que aprendi um dia e o Uriah Heep não me deixa esquecer. Baseado numa história real que podia ter sido mais do que foi.


- Não é necessário ser um virtuose em seu instrumento. Se você souber fazer canções lindas e marcantes com simplicidade, faça-o.

- Por mais lindas e marcantes que sejam suas criações, sempre há o risco de estar à sombra de um virtuose.

- A imprensa é traiçoeira e pode atrasar sua vida um bocado. Não importa se o público te ama demais, se a imprensa não vai com a tua cara, você terá direito a apenas um parágrafo curto na bíblia do Rock.

- Apesar de haver gente contra, continue a trabalhar. O tempo corrigirá injustiças se você não desistir de trabalhar com competência.

- Dê tudo de si no palco, mas divirta-se.


- Por mais jovem que seja, você pode morrer a qualquer momento - eletrocutado aos 27, como Gary Thain, ou do coração aos 38, como David Byron.

- Ao lidar com as pessoas que ama, jogue sempre com todas as cartas na mesa. Assim como você, elas podem morrer a qualquer momento. E aí, campeão, como vais lidar com as coisas que nunca foram ditas?

- Nunca se esqueça de descansar, por mais divertido que seu trabalho seja.



- Se você não tem sua saúde plena, você não tem nada.

- Nunca perca contato com as pessoas com as quais você tem uma química quase divina. Elas sempre tornarão seu trabalho divertido.

- Ninguém é facilmente substituível.

- Nunca se esqueça que a juventude acaba, mas a vida continua. Amadureça, reinvente-se e deixe bem claro (para si mesmo, inclusive!) que os anos 70 não voltam.


- Rock'n Roll rejuvenece.