Minha musa inspiradora morreu
Ai de mim!
Porque eu nunca deixava ela expirar
E agora como as pessoas ouvirão meus suspiros?
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Djavu
O mar é um rio que deixou de ser doce
O rio quando perde a direção vira mar
Desagua em mim e vem me amar
O rio quando perde a direção vira mar
Desagua em mim e vem me amar
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Sem métrica
Um marimbondo solitário zunzuna no meu quintal há uns dias
Somente só ele ali voando
Indo da Espada de São Jorge até o Pau d'água
Indo do Pau d'água até a Espada de São Jorge
Às vezes eu tenho isso de querer ser poeta
Mas hoje o marimbondo não me representa
A Espada não é metáfora de nada
O Pau d'água está na água, mas é coincidência. Nem fui eu que pus ele lá
Não há motivo pra enfeitar a realidade
Não há motivo pra louvar asas de insetos
Enfim, nenhum motivo pra poesia
O marimbondo não é poeta da natureza
O evento não é nenhum sinal divino
Mas por Deus! esse inseto me deu a maior aula de poesia da vida!
Somente só ele ali voando
Indo da Espada de São Jorge até o Pau d'água
Indo do Pau d'água até a Espada de São Jorge
Às vezes eu tenho isso de querer ser poeta
Mas hoje o marimbondo não me representa
A Espada não é metáfora de nada
O Pau d'água está na água, mas é coincidência. Nem fui eu que pus ele lá
Não há motivo pra enfeitar a realidade
Não há motivo pra louvar asas de insetos
Enfim, nenhum motivo pra poesia
O marimbondo não é poeta da natureza
O evento não é nenhum sinal divino
Mas por Deus! esse inseto me deu a maior aula de poesia da vida!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Anatomia
Minha poesia é pele, minha arte é pêlo. Não é osso, nem é carne, nem sangue - meu sangue é fogo. Portanto, sou sangue, pele e pêlo, por enquanto. Não sei ainda o que faz minha carne nem sei que coisa faz meu osso.
Se minha arte fosse osso e minha poesia carne eu não viveria. A poesia é uma loucura que só aceitamos porque escolhemos, pois escolhemos aceitar nada. Arte é bomba de napalm, que sai queimando pêlo, pele e o que mais estiver na platéia.
Se viesse de dentro, fosse carne ou osso, tudo quanto é artista morria, não mereceria a imortalidade da arte. Se bem que uns já morrem assim, moribundos em cena.
Se minha arte fosse osso e minha poesia carne eu não viveria. A poesia é uma loucura que só aceitamos porque escolhemos, pois escolhemos aceitar nada. Arte é bomba de napalm, que sai queimando pêlo, pele e o que mais estiver na platéia.
Se viesse de dentro, fosse carne ou osso, tudo quanto é artista morria, não mereceria a imortalidade da arte. Se bem que uns já morrem assim, moribundos em cena.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Madrugada
No vazio quase quente a expressão é nula
Só um verso de repente quando vem da rua
Quando vem da rua
A poesia é a ciência da iminência
Só um verso de repente quando vem da rua
Quando vem da rua
A poesia é a ciência da iminência
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Mestre Momofuku Ando
aquilo pelo qual és responsável te cativa eternamente?
sim. talvez gostar seja a melhor forma de ter.
mas se nenhuma posse nesse mundo é eterna, uma hora vamos gostar do que não existe mais.
tendo passado o passado, toma-se outra vereda.
travessia?
sempre.
e o cão?
nunca está na estrada. diabo mesmo é homem humano
desceu a montanha, chegou em casa, tirou a roupa e fez um miojo.
a eternidade te torna responsável por aquilo que cativas?
depende. passada ou futura?
tem diferença?
o passado não tem valia senão na biblioteca. o futuro não existe.
travessia?
sempre.
olhando pro chão?
só de vez em quando. é pra isso que tens pescoço
subiu o elevador, chegou em casa, cozinhou duas salsichas e comeu o miojo.
quero me tornar responsável por tudo que cativei.
eu também.
eu não te pertenço, mas sou sua.
um dia irei me pertencer. por enquanto, estou na sua.
travessia?
só se for agora.
uma boa solução.
a melhor por hora. depois a gente vê o que faz.
jogaram strip-poker, dormiram, saíram de casa e um dia se encontrarão numa ilha desconhecida.
sim. talvez gostar seja a melhor forma de ter.
mas se nenhuma posse nesse mundo é eterna, uma hora vamos gostar do que não existe mais.
tendo passado o passado, toma-se outra vereda.
travessia?
sempre.
e o cão?
nunca está na estrada. diabo mesmo é homem humano
desceu a montanha, chegou em casa, tirou a roupa e fez um miojo.
a eternidade te torna responsável por aquilo que cativas?
depende. passada ou futura?
tem diferença?
o passado não tem valia senão na biblioteca. o futuro não existe.
travessia?
sempre.
olhando pro chão?
só de vez em quando. é pra isso que tens pescoço
subiu o elevador, chegou em casa, cozinhou duas salsichas e comeu o miojo.
quero me tornar responsável por tudo que cativei.
eu também.
eu não te pertenço, mas sou sua.
um dia irei me pertencer. por enquanto, estou na sua.
travessia?
só se for agora.
uma boa solução.
a melhor por hora. depois a gente vê o que faz.
jogaram strip-poker, dormiram, saíram de casa e um dia se encontrarão numa ilha desconhecida.
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