sábado, 28 de agosto de 2010

Um Certo dia para a Libido

Foram para mim
Horas diferentes
Quando eu me sentia
Em plena liberdade
Tudo que eu trazia
No meu pensamento
Era ter cerveja
Só por um momento e muito mais
Vocês me deram
E me fizeram passar
Um tempo precioso incandecido
Que nós só andávamos
Pelas noites mais escuras
Vencendo qualquer perigo

Só depois eu acordei
Aí eu me tornei mais um rapaz comum
Não andava madrugadas
Não tinha mais engradado
Nem mais barulho algum
Mas ficou aqueles dias
Que me deram tanta alegria
Me marcando muito mais que a ferro e fogo

Às vezes, Rock'n Roll, fico pensando
E se a vida não tivesse me dado esse jogo?


Ainda não consegui escrever nada, então fica essa paródia do Paulinho da Viola, com todo meu carinho. Gradissíssimo, galera.


Keep on Rockin', porra!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quarta Lei de Newton

Existem três tipos de problema nesse mundo com os quais nunca devemos nos preocupar,

- Os que a gente inventa,
- Os que não são da nossa conta, e
- Os que ainda não aconteceram

Aqui vai uma foto do Jorge Benjor só pra ilustrar esse clima de calma e leveza.


"Paz e arroz, bicho!"

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Soneto Ruim

Poisé, veja só onde fomos parar
Só em soneto ruim consigo digerir
O que nos faz a Deus perdão pedir
E resignados num abraço confortar

Esse existencialismo, triste norte
Adotamos pra sufocar nossos ideais
Sem futuro, tanto fez como tanto faz
Deixando a descrença ser mais forte

Bem feito, era inevitável a desgraça
Engolimos a seco aqui entre paredes
Mas lá fora a gente sorri e disfarça

Só pra afastar os que sentem pena
Malditos, são chatos pra caralho
Prefiro sorrir a atrair os idiotas

sábado, 7 de agosto de 2010

Dois perdidos numa noite normal

então, gatinha, vamos fazer algo niilista hoje? e lá foram, pé na tábua, quase perdem os membros inferiores pra uma jibóia, mas tudo bem. Loucura de verdade é não viver esse sonho kerouaquiano. Com os parcos últimos pagamentos na cidade grande, compraram grande estoque de vinho de galão e cachaça de dez reais. Erva ruim também, até compraram cachimbo. Porque o que faz mal é o papel, né, cê sabe. Iriam percorrer a linha vermelha, ganhar a dutra e seguir até Deus-não-sabe. Tudo em nome do sonho de liberdade, loucura e alegria eufórica que era dos seus pais. No carro dele, um Opala herdado e nunca trocado, tentaram deixar essa vida cinza. Nada na bagagem a não ser a roupa do corpo e muita loucura em potencial. Ah, tinha um violão também, junto com uns três ou quatro acordes - não usariam muitos - e uma gaita diatônica fora do tom - mas nem ligavam. Tinha uma resistência elétrica - ignoro porquê - e alguma soma desprezível mas necessária de papel moeda. E lá foram eles.

Acontece que tinha uma blitz da Lei Seca ali no aterro. E eles se fuderam porque decidiram impulsivamente fazer essa viagem no terceiro chopp após o sensacional cabrito à moda do Nova Capela.